1º Conecta – Seminário de Inovação e Transferência de Tecnologias

1º Conecta – Da Ciência ao Mercado Seminário de Inovação e Transferência de Tecnologias

O 1º Conecta ocorreu no último 27 de Setembro de 2007, no Grand Mercure Hotel Ibirapuera São Paulo, e reuniu cerca de 230 participantes, entre os quais autoridades e representantes da comunidade acadêmica, iniciativa privada, instituições de fomento e governo. O encontro foi realizado pelo Programa de Investigação Tecnológica do Estado de São Paulo (PIT-SP), integrado por UNICAMP, USP, UNESP, IPT e IPEN, e contou com o apoio da FAPESP e FINEP.

Durante o evento, os participantes debateram os conceitos, metodologias e práticas sobre a avaliação do potencial de comercialização de tecnologias oriundas de universidades e centros de pesquisa, a partir da experiência do PIT-SP. A agenda incluiu a apresentação de casos de tecnologias avaliadas pelo Programa, com o objetivo de identificar pontos positivos e negativos na metodologia de análise utilizada pelo PIT-SP. Aspectos relevantes referentes ao conceito, implementação e viabilidade econômica de inovações tecnológicas também foram discutidos pelos palestrantes. O objetivo do seminário foi trocar idéias e apresentar críticas que possam contribuir para o sucesso do programa, tendo como objetivo sua continuidade nas instituições onde o PIT-SP já está implementado e sua expansão para outros centros de pesquisa.

Ruy QuadrosRuy Quadros Fala sobre a Participação das Empresas no Financiamento de Pesquisas Acadêmicas
A “Participação das Empresas no Financiamento de Pesquisas Acadêmicas” foi um dos tópicos explanados por Ruy Quadros - professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências da UNICAMP – durante sua palestra no Conecta. Segundo o professor Ruy Quadros, a participação do setor empresarial no financiamento de P&D acadêmica no Brasil apresentou ligeiro aumento entre 2003 e 2005, mas continua bem abaixo dos índices registrados em países desenvolvidos.
Na Europa, Estados Unidos e Ásia a participação do setor empresarial no financiamento de pesquisa acadêmica representa o dobro do que é verificado no Brasil.
PITPrograma de Investigação Tecnológica do Estado de São Paulo (PIT-SP)
É justamente para tentar ampliar parcerias entre o mercado e universidades e institutos de P&D que o PIT-SP foi criado. Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o Programa nasceu da necessidade das universidades e institutos de pesquisa em aperfeiçoar as metodologias para avaliação das tecnologias desenvolvidas e seu potencial de mercado. Com um banco de patentes que somavam mais de 700 registros já em 2003, as cinco Instituições envolvidas (UNICAMP, USP, UNESP, IPT e IPEN) são referências em pesquisa e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Desde o início do Programa, já foram selecionados 62 projetos. Desse total, 22 já tiveram suas análises finalizadas, 25 estão em andamento e 15 aguardam pelo processo de investigação. A meta do Programa é chegar a 120 projetos finalizados até março de 2008.
O envolvimento de estudantes de graduação é um dos pontos fortes do PIT, são eles que realizam as investigações das tecnologias. Durante este processo, os estudantes lidam com situações reais, fazem pesquisas de mercado, buscas de anterioridade e mantêm contato próximo tanto com pesquisadores quanto com empresas. Essas vivências e os treinamentos que são oferecidos pelo programa possibilitam a formação de pessoal altamente qualificado.
claudio vilar furtadoCláudio Vilar Furtado Ministra Palestra sobre A Indústria de PE/VC no Brasil e a Estruturação de Negócios
Autor do livro “A Indústria de Private Equity e Venture Capital – Primeiro Censo Brasileiro”, Cláudio Vilar Furtado, Coordenador do Gvcepe, Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (FGV-SP), explicou durante sua palestra no 1º Conecta como essa indústria funciona.
Furtado descreveu a estrutura organizacional, a evolução e as perspectivas futuras deste tipo de negócio no cenário brasileiro. Furtado também apresentou, com detalhes, os números da indústria de PE/VC no Brasil, mostrando que existe uma vasta opção de oportunidades e fontes de investimento e deu bastante ênfase para a evolução do setor: “No Brasil, hoje, dispomos de uma indústria financeira que está muito bem aparelhada para lidar com essa migração da ciência ao mercado, cinco anos atrás eu diria razoavelmente aparelhada”, conclui.
Ruy QuadrosNathan Young Fala sobre a Abordagem de Mercado para a Comercialização de Tecnologias.
O Gerente de Operações Globais da Neos, Nathan Young, apresentou em sua palestra no Conecta algumas das ferramentas que a empresa chilena utiliza, para avaliar oportunidades tecnológicas. Segundo Nathan, a Neos tem parcerias com diversas universidades chilenas e estrangeiras, a fim de prospectar oportunidades tecnológicas a partir de demandas mapeadas em empresas.
Fazendo uma comparação entre a metodologia utilizada pela Neos e a da diligência da inovação, utilizada pelo PIT-SP, o executivo observou diversas semelhanças e elogiou o método utilizado pelo Programa de Investigação Tecnológica do Estado de São Paulo.
PIT Conecta Aborda Apresentações de Estudos de Caso
Durante o Seminário de Inovação e Transferência de Tecnologias, foram apresentadas três investigações, todas já concluídas. Por meio destas apresentações ficaram explícitas as dificuldades de serem analisadas tecnologias inovadoras, considerando os mesmos parâmetros. O fato é que existem diversas peculiaridades e fatores envolvidos, os quais impossibilitam que as mesmas perguntas sejam respondidas para todos os casos.
As informações apresentadas nestes estudos também serviram como subsídio para o debate sobre a metodologia de investigação utilizada pelo PIT-SP. Em um primeiro momento, a metodologia foi debatida entre Nathan Young e Francisco Perez (Diretor de Investimentos do Banco Alpha). Em um segundo momento, a metodologia e o programa como um todo foram debatidos entre Henry Suzuki, Diretor Técnico da Incrementha; Marli Elizabeth Ritter dos Santos, Coordenadora Nacional do FORTEC; Cristina Assimakopoulos, da NUPLITEC – FAPESP; José Augusto Mannis, Professor do Instituto de Artes da UNICAMP; e Janaína César, Gestora dos Agentes de Inovação da UNICAMP.
Ruy QuadrosEmpresas e Pesquisadores Oriundos de Universidades Atuam no Mercado
A exemplo de empresas e pesquisadores que nasceram no ambiente acadêmico e, hoje, atuam no mercado, o Conecta contou com relatos importantes de Henry Suzuki, Diretor Técnico da Incrementha e Wang Shu Chen, Pesquisadora e Diretora da Adespec.
Henry Suzuki contou a história da sua empresa: uma joint-venture criada por duas concorrentes - Biolab e Eurofarma - e explicou que o foco principal são as inovações incrementais - “o nome Incrementha já denuncia”- pois tendo como objetivo novas formulações, novas indicações e novas combinações de drogas já conhecidas as chances da empresa chegar a um produto é mais alta.
Desta forma, o risco e a complexidade dos problemas são menores, a medida em que a velocidade para se chegar aos resultados é maior. Com isso, a empresa pretende criar massa crítica para projetos futuros de maior risco e maior complexidade. Já Wang Shu Chen, Pesquisadora e Diretora da Adespec, destacou a importância das incubadoras de empresas no processo de desenvolvimento de novos negócios de base tecnológica. Segunda ela, o próprio processo de seleção e avaliação, que acontece em etapas anteriores à incubação, favorece reflexões conjuntas entre os pesquisadores e a equipe da incubadora. Permite ainda avaliar se, de fato, o projeto que está sendo desenvolvido pode gerar uma inovação tecnológica.
A Adespec é uma empresa criada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) e hoje, 5 anos depois, é uma S.A.
PITInstituto Inovação atua junto ao PIT-SP prestando consultoria na aplicação da Diligência da Inovação®
Durante o 1º Conecta, os participantes também puderam conhecer melhor as atividades do Instituto Inovação, empresa privada que atua em atividades de gestão da inovação e tecnologia e desenvolvedora da metodologia de avaliação adotada pelo PIT.
Segundo Bruno Moreira, diretor da empresa, o objetivo é promover a aproximação entre o conhecimento científico gerado no Brasil e o mercado. Para ele, esse tipo de atividade traz benefícios para todas as partes envolvidas, mas exige o envolvimento principalmente do autor da nova tecnologia.
Participantes Aprovam o 1º Conecta

Uma pesquisa aplicada entre os participantes do 1º Conecta – Seminário de Inovação e Transferência de Tecnologias - mostrou que mais de 95% do publico avaliou o evento como bom ou ótimo. Segundo a maioria dos entrevistados, o tempo de duração do seminário foi adequado. Consideraram ainda bom o aproveitamento pessoal e o conteúdo abordado, bem como os cases apresentados e discutidos durante o evento. A discussão da mesa redonda também mereceu destaque e foi bem reconhecida. Outros pontos fortes ressaltados pelos participantes foram a diversidade de assuntos tratados, a apresentação da metodologia do PIT e os pontos de vista do mercado, além das diferentes abordagens por parte de investidores, empresários, formentadores e acadêmicos ao avaliarem os tópicos programados. A organização já pensa na realização de uma próxima edição do evento, para o próximo ano, a qual foi fortemente apontada pela maioria dos participantes do 1º Conecta. Muitos parabenizaram a iniciativa e a realização do evento como um todo.
Acesse as Apresentações do Evento
Acesse www.pit-sp.org.br/conecta.
Consulte a Programação do Evento e confira algumas das apresentações ministradas pelos palestrantes.
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