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Radar Tecnológico nas incubadoras cariocas
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09 de Junho de 2008
O público-alvo do Radar Tecnológico é composto, sobretudo, por pesquisadores (professores, alunos de doutorado e / ou mestrado, e profissionais dedicados à Pesquisa e Desenvolvimento) os quais:
i) desenvolveram, ou estão desenvolvendo tecnologia com potencial para ser licenciada a uma empresa (transferência tecnológica), ou gerar uma nova empresa de base tecnológica;
ii) buscam apoio para acelerar o processo de levar a sua tecnologia ao mercado.
A primeira fase do programa Radar Tecnológico durou dois meses e consistiu no mapeamento de tecnologias desenvolvidas em aproximadamente quarenta laboratórios dessas instituições. Sessenta e duas tecnologias foram mapeadas, e avaliadas levando-se em consideração o potencial de mercado, o perfil empreendedor do pesquisador, o estágio de desenvolvimento, o grau de inovação, e a estratégia de transferência.
Nessa fase, foi possível identificar tecnologias que podem se transformar em novas empresas a serem incubadas, e tecnologias que devem ser licenciadas para empresas que já atuam no mercado.
Em junho, inicia-se a segunda fase do programa. Das tecnologias mapeadas e avaliadas na primeira fase, as vinte e seis mais promissoras do ponto de vista de geração de novos negócios serão objeto de uma investigação mais detalhada, por meio da Diligência da Inovação®. Assim, com a conclusão do projeto, será possível identificar as tecnologias com maior potencial para geração de negócios de base tecnológica.
Os resultados finais do projeto Radar Tecnológico incluem: i) a geração de informações qualificadas para a promoção e negociação de novas tecnologias e, principalmente, ii) o impulso à geração de spin-offs, e atração de investimento privado para fechar o ciclo da inovação: do laboratório ao mercado.
Veja abaixo o depoimento das incubadoras participantes do Radar Tecnológico:
COPPE-UFRJ
Até então, o contato entre a Incubadora da COPPE e os pesquisadores tem sido espontâneo, isto é, a COPPE recebe as demandas daqueles pesquisadores que suspeitam que suas tecnologias tenham potencial de mercado. Esses pesquisadores, então, submetem as suas tecnologias ao processo de seleção formal da Incubadora, quando elas são avaliadas. A partir de agora, com o Radar Tecnológico, nós estamos iniciando uma abordagem diferenciada: estamos indo aos laboratórios para identificar se existem tecnologias interessantes que não tenham sido espontaneamente apresentadas à incubadora.
As incubadoras do Radar Tecnológico estão ligadas a ICTs que pesquisam e desenvolvem tecnologias de qualidade. A incubadora da COPPE aposta que, com o Radar Tecnológico, podemos desenvolver negócios com maior potencial de crescimento, de dentro das instituições. Lucimar Dantas, coordenadora do programa na incubadora da Coppe-UFRJ.
IME (Instituto Militar de Engenharia) - EXÉRCITO
Os resultados parciais confirmaram que temos um potencial de pesquisa enorme. É para isso que existimos, para desenvolver tecnologias que atendam desafios do exército, mas que também possam estar disponíveis para a sociedade.
O programa Radar Tecnológico é uma ação sistematizada, com uma equipe dedicada a ele, focada em um resultado. Ter uma metodologia de avaliação de viabilidade especial dá maior confiança para os pesquisadores, donos das tecnologias; e mais segurança para nós, da incubadora, no momento de decidir como desenvolver essas tecnologias. Lúcia Feijó, responsável pelo programa no IME.
INMETRO
O grande diferencial dessa abordagem aos pesquisadores é a experiência da equipe do Instituto Inovação em relação à execução do Radar Tecnológico, com o mapeamento tecnológico.
O programa vai possibilitar identificar tecnologias que podem se tornar uma nova empresa, ou nova fonte de recursos tanto para o nosso instituto quanto para as empresas que buscam inovação e desenvolvimento regional.
A expectativa é que mais do que uma pesquisa pura e simples, a gente consiga gerar uma mudança na cultura dos pesquisadores, no sentido de que possam produzir ciência direcionada a uma necessidade da sociedade. Frederico Lanza, gerente da incubadora do INMETRO.
INT (Instituto Nacional de Tecnologia)
O trabalho está sendo feito com o uso de uma metodologia própria para avaliar tecnologias nascentes, e em contato estreito com os pesquisadores, o que está tornando possível tirar as tecnologias de dentro dos laboratórios, e transferí-las para empresas, ou para incubadoras onde serão desenvolvidas. Atualmente nós temos especialistas avaliando as tecnologias com uma metodologia própria, clara e validada.
Muitos pesquisadores não tem perfil empreendedor, e as incubadoras têm um papel essencial no momento de empreender – junto com o pesquisador - essas tecnologias. Como a metodologia foi explicada de forma muito clara, e o processo de trabalho foi detalhado, os pesquisadores colaboram com o Radar Tecnológico, e cooperam para a avaliação da sua tecnologia, para que as ICTs e a incubadora possam partir para um desenvolvimento consicente dos projetos que estão latentes. Deílton França, responsável pelo programa no INT.
LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica)
Prospectar novas tecnologias dentro da instituição que possam se transformar em empreendimento não é um trabalho fácil. O maior desafio na minha opinião é encontrar pessoas com perfil empreendedor entre os pesquisadores. Poder contar com uma metodologia consolidada no momento de realizar está tarefa é um grande diferencial.
O contato com pesquisadores para buscar novas empresas é bem complexo ainda, pois a maioria deles não tem interesse em empreender. O NIT tem trabalhado bastante para cumprir esse dever, buscando mecanismos de disseminação da cultura empreendedora. E o programa não deixa de ser um desses mecanismos.
Gostei muito da seleção das tecnologias apresentadas na conclusão da primeira fase. Elas são bastante interessantes e estão bem alinhadas com o objetivo do programa. Acredito, inclusive, que outras tecnologias apresentadas poderiam se tornar muito interessantes, se o fator "perfil empreendedor" tivesse sido detectado. Mariana Pacheco, coordenadora do programa no LNCC.
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Comentários
18/01/2010
Luis Fernando Tironi
- tecnico de pesquisa (IPEA)
Por favor fornecer o contato de Mauricio Guedes ou Lucimar Dantas. Luis f fironi